quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

SUAS EM RISCO: tendências de uma agenda neoconservadora

Companheiros/as do SUAS,

Retransmitimos análise da professora Jucimeri Silveira, pesquisadora da PUC-PR e gestora do SUAS, sobre a atual conjuntura que atinge diretamente o Sistema Único de Assistência Social.

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Por Jucimeri Silveira*
As primeiras iniciativas do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário do governo interino de Michel Temer demonstram reais tendências de desmonte do Sistema Único de Assistência Social, num cenário de redução de direitos, de investida neoliberal e de avanço de uma agenda conservadora na política, em detrimento das conquistas democráticas. Os discursos de manutenção do que se conquistou de forma deliberativa e republicana nos últimos 10 anos na Assistência Social, não encontram coerência com a prática de gestão e as propostas, algumas já anunciadas ou implantadas por Decreto, com destaque para:

  • Anúncio de recursos financeiros relativos ao exercício de 2016 garantidos apenas até setembro, com orientação de articulação de emendas parlamentares como saída possível. A descontinuidade dos recursos fere a lógica do SUAS quanto aos repasses obrigatórios, regulares e automáticos fundo a fundo, para a manutenção e expansão de serviços continuados. Os bloqueios baseados apenas nos saldos em conta trazem absoluta insegurança aos municípios e prejuízos no planejamento e na manutenção da rede estatal em todo o Brasil. Coloca-se em risco o funcionamento das mais de 10 mil unidades públicas de referência e especializadas que atendem a população mais vulnerável e com direitos violados em todo o Brasil;
 
  • Implantação de Visitadores Sociais vinculados ao programa “Criança Feliz”, voltado à primeira infância. O programa de governo desconsidera a rede de serviços implantada, o pacto federativo e a descentralização, a possibilidade de cofinancimento de serviços tipificados, como a Proteção Social Básica no Domicílio, e o acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família. A contratação precarizada de 80 mil visitadores reforça a tendência de desmonte da gestão do trabalho, com evidente desqualificação do trabalho especializado na assistência social. Com isso, surgem, com novas roupagens, práticas da chamada medicina social, o que nos faz relembrar a implantação em 1920 da primeira Escola de Serviço Social para atendimento materno infantil, as primeiras iniciativas na década de 1930 no Brasil para controle materno infantil e dos pobres. A situação de maior pobreza na infância e juventude evidentemente requer atuação integrada das políticas públicas. Entretanto, devem compor a rede de serviços do conjunto de políticas sociais. A Assistência Social não pode reassumir funções de outras políticas públicas. Os municípios não podem sofrer com a sobreposição, a residualidade e sobreposição de ações;

  • Rearticulação das ações solidárias em nível central desconsiderando a municipalização da política, especialmente no papel do município compor e cofinanciar direta e indiretamente a rede socioassistencial não governamental, com evidente tendência de retomada da primazia da atuação solidária da sociedade civil, em detrimento da manutenção e expansão qualificada da rede estatal. A atuação do terceiro setor é complementar e regulada no Vínculo SUAS, e, deste modo, não pode ser a “saída salvadora” para os contingenciamentos de recursos, ou servir de argumento para a organização das chamadas “portas de saída” do Programa Bolsa Família. O Programa Comunidade Solidária do governo Fernando Henrique demonstrou sua incapacidade em substitui os impactos dos sistemas estatais, orientados pelo princípio da universalidade, como o caso do SUAS, bem como da primazia estatal;

  • Cristalização da agenda de pactuação de recursos e ações nas instâncias do SUAS. Sob os argumentos de insuficiência de recursos ou redirecionamento da gestão para uma perspectiva de maiores resultados e estudo de cursos, o que se percebe é um congelamento na agenda de pactuação de serviços para todo o Brasil. O Plano Decenal comanda a plena universalização da proteção social na assistência social (benefícios e serviços), com cobertura progressiva para as desproteções, devendo compor um conjunto de iniciativas que possibilitem a redução da desigualdade, das vulnerabilidades e assimetrias de poder;

  • Rearticulação das Comunidades Terapêuticas e de políticas proibicionistas, segregadoras e higienistas, para o atendimento da população em uso de álcool e outras drogas. As perspectivas são de retrocessos na agenda integrada entre políticas públicas para a oferta de serviços de atenção e proteção, redutores de danos, com possibilidades maiores de interrupção da condição de rua ou outras situações associadas. A culpabilização dos indivíduos sociais por sua condição encontra total coincidência com a cultura conservadora que moraliza e criminaliza os pobres;

  • “Focalismo” extremo nos mais pobres e redução do acesso à Segurança de Renda. As medidas anunciadas quanto aos controles “mais rígidos”, (sugerindo fraudes passadas) no acesso aos benefícios socioassistenciais (Programa Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada), demonstra a evidente tendência de progressiva redução de acessos, baseada na opção neoliberal por restringir políticas distributivas quanto à abrangência, permanência e escala. Maior focalização nos 5% mais pobres em relação ao Programa Bolsa Família ou adoção de critérios como maior grau de dependência, no caso de pessoa idosa e pessoa com deficiência, pode indicar no mínimo um “filtro” maior no acesso a um direito Constitucional. A subordinação da política social à política econômica, desconsiderando inclusive o papel de desenvolvimento das economias locais, coloca em risco a manutenção do vínculo do BPC ao salário mínimo, e a universalização de políticas distributivas, sendo que estas têm efeitos diretos na redução da desigualdade de renda. Expressa, ainda, uma total desconsideração do papel das políticas distributivas no desenvolvimento humano, que evoluiu positivamente 47,8% nos últimos 20 anos, com expressiva redução na última década da pobreza, da fome, da mortalidade infantil, entre outras dimensões que posicionaram o Brasil como referência mundial nas políticas sociais;

§  Redução do papel das instâncias deliberativas. A implantação de medidas que não passaram por pactuação e deliberação ferem o pacto federativo construído no SUAS, e expressa um descumprimento da Lei Orgânica de Assistência Social e da própria Constituição Federal de 1988, que define novos dispositivos democráticos. Políticas de Estado respeitam o comando Constitucional da participação, implicam processos deliberativos e interfederativos, o que requer o recurso permanente do diálogo, da produção de consensos disputados nas arenas políticas na via institucional. Negar o processo democrático construído no SUAS combina com a cultura política conservadora, num cenário de golpe à democracia, já que anula o conflito como atributo da democracia, e impõe uma agenda de retrocessos no campo dos direitos humanos e das políticas públicas.

 
O cenário político desafia os/as defensores/as de direitos humanos, e, particularmente da assistência social, a uma atuação vigilante, tanto nos espaços institucionalizados de participação, quanto, e, sobretudo, nos espaços políticos de resistência e luta coletiva em defesa da democracia e dos direitos.
A atual conjuntura revela uma tendência que extrapola os retrocessos na assistência social. Coloca-se em prática nas diversas políticas públicas e sistemas específicos em direitos humanos, uma agenda regressiva, com evidente avanço do conservadorismo. Pautas como a redução da maioridade penal, são alimentadas por propostas que reforçam a face do Estado “gerente” para o mercado e “penal” para os mais pobres e os movimentos sociais.


Além da subordinação da política social ao ajuste fiscal, outras medidas neoliberais afetam os/as trabalhadores/as, como a reforma na previdência social, a mercantilização da saúde, com o desmonte do Sistema Único de Saúde, a precarização do sistema público de ensino e o programa “Escola Sem Partido”, entre outras. As reformas planejadas afetam a soberania brasileira e as conquistas parciais em direitos humanos, e já sinalizam a volta da pobreza, o aumento da violência e o aprofundamento da desigualdade, em todas as suas dimensões (racial, de gênero, socioeconômica)
É preciso reafirmar os direitos e as conquistas de nossa democracia recente, entre eles o direito à assistência social num projeto popular de defesa das reformas estruturantes. A conjuntura exige resistência, mobilização e luta coletiva, o que requer uma estreita aliança entre trabalhadores/as sociais e usuários/as dos serviços, com fortalecimento dos movimentos e organizações em defesa dos direitos e da democracia!


* Jucimeri Silveira
Assistente Social, pesquisadora e professora da PUCPR.

 
Fonte: https://maissuas.org/2016/07/22/suas-em-risco-tendencias-de-uma-agenda-neoconservadora/
 
 

MT - Aceite Primeira Infância no SUAS

 
 
Socializamos, pela importância.

 
Diário Oficial Número: 26957
Data: 08/02/2017
Título: Minuta RESOLUÇÃO Nº 0132016 termo de aceite
Categoria: » PODER EXECUTIVO » SECRETARIAS » TRABALHO E ASSISTÊNCIA SOCIAL » RESOLUÇÃO
Link permanente: https://www.iomat.mt.gov.br/portal/visualizacoes/html/14747/#e:14747/#m:892564


RESOLUÇÃO Nº13/2016 - CEAS/MT

O CONSELHO ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE MATO GROSSO - CEAS/MT, no uso de suas atribuições que lhe confere a Lei n° 9.051 de 12 de dezembro de 2008, deliberado por unanimidade na reunião ordinária do dia 15 de dezembro de 2016;

RESOLVE:

Art. 1°. Aprovar o Termo de Aceite 2016 -  do Programa Primeira Infância no SUAS;
Art. 2°. Esta resolução entra em vigor na data de sua deliberação.
 
 
Cuiabá, 15 de dezembro de 2016.


 
ORIGINAL ASSINADO
Antonio Figueiredo Neto
Presidente Conselho Estadual de Assistência Social

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

MT - Empregabilidade Celetista 2016 e Protecao Social 2017

 
Senhor@s,

Apresentamos algumas notas sobre o comportamento do emprego celetista em Mato Grosso, tendo referência em 2016, como origem de percepções sobre a proteção social em 2017, a partir do Sistema Único de Assistência Social.

 

Pelo menos uma conclusão é óbvia: 

"Pode não ser, carece análise, mas ao que mais parece, o mercado de trabalho tem ou praticado dumping social, deslavadamente, ou algum tipo de delinquência involuntária nas relações trabalhistas com o empregado. Em todos os casos, é imediato o rebatimento na proteção social seja por busca de amparo nas ofertas de contra referência aos serviços socioassistenciais, ou de defesa social por direito violado, em especial a ausência do amparo econômico, a negligência familiar e o abandono doméstico."
 

 

Sociais saudações,

 
Luciano Joia
Ass.SAAS/SETAS-MT

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MT - Cenário descritivo de Proteção Social 2017

Senhor@s,

Planejar ações protetivas aos usuários do Sistema Único de Assistência Social em Mato Grosso deixa de ser em 2017 um exercício de própria exclusividade do SUAS, e passa a exigir muito mais das articulações intersetoriais, e mesmo uma coordenação compartilhada e conjunta das contrareferências aos serviços socioassistenciais. Vejamos o cenário agregado.

MT – Proteção Social 2017:

Um cenário de partida.

A política de assistência social possui, em Mato Grosso, função imperativa na dinâmica socioeconômica e na qualidade de vida das pessoas. Com sua dinâmica demográfica reproduzida a partir de aspectos peculiares das diversas formas de ocupação do território, que retornam às economias minerárias do Século XVII que hoje exauridas abrigam estigmas representativo de retardo social, até as expressões mais recentes de agregações à economia mundo pelo agronegócio de onde fluem redes de cidades prestando-se a fluxos funcionais autônomos e sociedades prósperas de alto padrão de qualidade de vida, Mato Grosso mais se identifica com um mosaico de caleidoscópio do que com uma perene e harmoniosa paisagem, onde aspectos de proteção social, inerentes a essa Política Pública, é o instrumento de calibragem do mosaico.

Resultante desses processos, a formação da sociedade mato-grossense apresenta neste presente característica ainda de em constituição, com baixo grau comparado de instrução, 17,68% dos trabalhadores de MT possuem formação de nível superior para 19,56% do Brasil; e de remuneração da força de trabalho com salários médios 20% menor que os pagos no Centro Oeste e menos 11% que a média nacional, pode-se afirmar que a força de trabalho é em MT ainda de média a baixa produtividade.


Desses parâmetros, que afirme-se, possuem efeito de aglomeração, e não podem ser entendidos separadamente, já é possível presumir um cenário da vulnerabilidade econômica estadual em razão do sistema nacional de proteção e defesa social consignado na Constituição Republicana, que refletido no Cadastro Único das Políticas Sociais brasileiras, que tem o efeito renda como primordial a entrada no cadastro.

Encontram-se no estado uma população de 1,36 milhão de pessoas com características de demandantes de políticas sociais, compensatórias e de direitos, com 18% da população estadual recebendo auxílio pecuniário de superação de vulnerabilidade econômica em baixo índice de envelhecimento comparado, 17% para o CadUnico e 33% para a população estadual, e em altíssima razão de dependência, 68% para o Cad e 50% para a configuração apresentada na PNAD 2015.



Esses indicadores muito refletidos no gráfico antes mostrado, somente querem afirmar que a população juvenil possui entrada de vulnerabilidade por dependência, e não por protagonismo, e que as pessoas com idade de 0 a 10 anos, encontram-se no Cad por derivação das pessoas com idade de 18 a 34 anos, principalmente, afirmando um ciclo hiperativo de reprodução de pobreza; e ainda que as pessoas em idade superior a 65 anos, no absoluto 3 mil, nas com renda de até R$ 85, ou conceitualmente para efeito de políticas sociais, em renda de extrema pobreza, representam em torno de 4% dos com 65 anos e mais de idade no Cad, e isso somente significa que o envelhecimento, enquanto demanda por política social, está apresentado em estágio embrionário, para efeito comparado quando rebatido na pirâmide etária para a população em 2010.

Desses cenários também é afirmativo que nas economias mais dinâmicas, em especial a Capital, muito mais pelo porte, e as agrocidades pela dinâmica econômica ocorrente, portanto atratores naturais de migrações para o trabalho, estejam proliferando um grupo de desprotegidos que passa a ter significado em volume e em geral não compõem população socioassistida: as pessoas em situação de rua, que possuem clara relação com o fluxo migratório a Mato Grosso no ápice da construção pesada do PAC II e das obras para a Copa do Mundo de 2014, com efeito secundário, e as da construção pesada para produção e transporte de eletricidade, primariamente.



Recorrente, são as expressões de intensidade de pobreza, com significado de pobreza comparada exemplificada em 2015 em municípios que guardam baixa demanda por benefício do PBF no Cad, e a representatividade do benefício nos que se encontram no Cad, significado que a despeito das proteções e acessos a serviços e benefícios todos da política de assistência social quem é pobre nos municípios muito ricos, são muito pobres mesmo em relação aos pobres de municípios com alta intensidade de pobreza.

SUAS-MT: Familias no PAIF (jan a jul 2016)
Situação sociofamiliar
Absoluto
Relativo
Em acompanhamento
199 577
-
Ingressadas em 2016
17 594
9%
    Em extrema pobreza
5 718
32%
    Beneficiadas com PBF
11 267
64%
    Com presença de BPC
1 725
10%

Tais cenas mostram antes de tudo uma precarização das relações de trabalho no território mato-grossense, e que refletem demanda protetiva na política de assistência social, que se fazem representar na informação de que no primeiro semestre de 2016 o incremento de 9% das famílias em serviço socioassistencial de atenção integral, se replicam na redução de 13 mil famílias que saíram de benefício pecuniário, e na redução de 140 mil vagas de emprego contabilizados de 2014 até novembro de 2016. Reafirme-se: as famílias saem de benefício, mas não saem do Cad. Aliás, o incremento no Cad referenciado em outubro de 2016 a dezembro 2015 foi de 23% em número de famílias (503.404 famílias cadastradas).



Preocupa ao formulador de políticas para populações economicamente vulneráveis em trajetória de crescimento com desemprego, as pessoas nos grupos etários de 16 e 17 anos. Com 60 mil jovens inscritos, com pertencimentos vinculados aos grupos de 34 anos e mais de idade, são pessoas em idade de trabalho numa economia que reduziu as vagas de primeiro emprego a uma razão de metade, quando a oferta é comparada na década, e ao tripulo quando comparada ao início dos anos 2000.


Público em idade muito identificada com a iniciação em delitos criminais, os inscritos no Cad nessa condição, 62% recebem benefício pecuniário e 57,4% são sem instrução ao ensino fundamental incompleto.


Sociais saudações.

Luciano Joia
Ass.SAAS/SETAS-MT

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Cronograma para realização das Conferências de Assistência Social é divulgado

Boa tarde,
Retransmitimos mensagem do CNAS:


Brasília, 11 de Janeiro de 2017.

Fique atento: Cronograma para realização das Conferências de Assistência Social nos Municípios, Estados e DF é divulgado.

Em 2017 ocorrerá o processo de Conferências de Assistência Social, que terá como tema "Garantia de direitos no fortalecimento do SUAS", para isso, o Conselho Nacional de Assistência Social aprovou a Resolução nº 23/2016 publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de dezembro do ano passado.  Na normativa consta o cronograma para realização das Conferências Municipais, Estaduais e do Distrito Federal da Assistência Social, além de outras normas para realização das Conferências de Assistência Social.

O calendário para realização das Conferências de Assistência Social ficou assim:

- Conferências Municipais - de 10 de abril até 31 de julho;

- Conferências Estaduais e do Distrito Federal - de 12 de agosto até 20 de outubro;

- Conferência Nacional - de 5 a 8 de dezembro em Brasília/DF.

            Com objetivo de garantir a participação de todos os atores da Política Nacional de Assistência Social nas Conferências também foi estabelecido que os participantes sejam subdivididos entre delegados, com direito a voz e voto nas conferências, convidados, com direito a voz, e observadores, segundo os critérios  e números de vagas  estabelecidos nos âmbitos municipal, estadual do DF e nacional.

            Outro instrumento importante aprovado pelo colegiado foi o Informe nº 1, que traz recomendações importantes para auxiliar os municípios, estados e o DF na preparação de suas Conferências no intuito de garantir a acessibilidade nas Conferências de Assistência Social, pauta que o CNAS sempre defendeu e luta para garantir em todas as suas reuniões. Todo material aprovado pelo Conselho Nacional e informações sobre as Conferências estão disponíveis no site (www.mds.gov.br/cnas).

Conselho Nacional de Assistência Social 
Site: http://www.mds.gov.br/cnas



SNAS - Consulta pública sobre as Orientações Técnicas do Trabalho Social com Famílias Indígenas

Boa tarde,
Retransmitimos mensagem do MDSA:

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) lançou nessa segunda-feira (9) uma consulta pública para atualização da Cartilha de Orientações Técnicas do Trabalho Social com Famílias Indígenas. Gestores municipais e estaduais, profissionais do Sistema Único de Assistência Social (Suas), pesquisadores e representantes de fóruns e movimentos ligados à área podem contribuir com opiniões, pareceres e sugestões até 31 de janeiro.

A Cartilha de Orientações Técnicas do Trabalho Social com Famílias Indígenas foi lançada no início de 2016. O documento reúne subsídios técnicos para apoiar principalmente as equipes dos Cras no desenvolvimento do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). O texto traça um panorama geral dos povos indígenas e apresenta conceitos-chave, como família e parentesco, convívio familiar e comunitário, território e vulnerabilidade, para a realização de um trabalho diferenciado e efetivo da Assistência Social.

As sugestões devem encaminhadas para o e-mail consultapublica.dpsb@mds.gov.br. O formulário de sugestões e a publicação estão disponíveis no link:

http://mds.gov.br/assuntos/assistencia-social/participacao-social/consultas-publicas/consulta-publica-sobre-as-orientacoes-tecnicas-do-trabalho-social-com-familias-indigenas

Publicado  em 09/01/2017
Por: SNAS